Estudo sobre a fadiga

Estava fazendo um trabalho para a faculdade sobre a fadiga e como lidam com ela nos projetos produzidos por designer, engenheiros e arquitetos.

Nós nem notamos a sua importância pois atualmente ela é levada em consideração em todos os projetos que são feitos. Mas veja que curioso como as coisas eram antes da “descoberta” da fadiga:

Estudo da Fadiga nos Materiais

Fadiga em Aviões

O aço comercial AISI 4340 é amplamente utilizado na indústria aeronáutica e espacial por combinarem resistência e tenacidade, podendo trabalhar nos mais variados tipos e níveis de solicitações.

Em geral os produtos são feitos para suportar esforços abaixo do limite elástico fazendo dezenas de estudos e testes para que o produto não apresente qualquer problema, principalmente em aviões, devido ao fato de ser um produto de alto custo. Mesmo assim, ao longo do tempo, pode vir a surgir falhas devido a fadiga.

A fadiga é um processo físico, decorrente de esforços repetitivos no material, seja ele qual for.

O estudo da fadiga e da corrosão em aviões deu-se importância quando esta começou a provocar acidentes.

A durabilidade da estrutura da aeronave é um fator fundamental para se estabelecer a sua vida útil, pois elas sofrem as consequências das pressões atmosféricas, intempéries, pressurização da própria aeronave, turbulências e afins.

O De Havilland Comet, ou simplesmente Comet, de origem inglesa, foi o primeiro avião comercial propulsionado por motores a jato fabricado no mundo começou a operar em 1952.

Foi um grande sucesso, pois voava com o dobro da velocidade dos seus concorrentes da época

Entretanto, em 2 de maio de 1953, exatamente um ano após o início dos voos regulares com os Comet, a aeronave da BOAC de prefixo G-ALYV, decolou de Calcutá, Índia e explodiu, sem aviso, sobre o mar. Após breve investigação, os Comets continuaram a voar e de fato o fizeram, sem maiores complicações por oito meses, até o dia 10 de janeiro de 1954, inesperadamente, o Comet G-ALYP, que havia decolado de Roma se desintegrou enquanto sobrevoava o mar, perto da Ilha de Elba, matando seus trinta e cinco ocupantes.

 

Após o início destes estudos foi notado mudanças deviam ser feitas nas aeronaves para diminuir as tenções acumuladas, diminuindo consequentemente a fadiga do material, pois estavam ocorrendo rupturas brutas do material por fadiga mecânica, devido à concentração de tensões em cantos vivos na fuselagem do avião, diminuindo consequentemente a fadiga do material, além de ser reprojetada para suportar danos externos sem danificar a parte interna, até um certo ponto é claro.

Outro caso de fadiga em 28 de abril de 1988, o Boeing 737 da Aloha Airlines decolou do aeroporto da cidade de Hilo

Assim que o avião, com dezenove anos de uso, nivelou a 7 000 metros, a altitude prevista de voo, ouviu-se um forte estrondo e, subitamente, o teto da primeira classe desapareceu no ar deixando um rombo de 6 metros na fuselagem acima e ao lado da fileira de assentos.

A investigação apontou que a causa do acidente foi uma combinação de corrosão e fadiga das partes mecânicas da aeronave, que tinha 19 anos de uso e mais de 89 mil voos registrados.

Ainda assim, com todos os estudos sobre o assunto, ainda há de acontecer falhas prematuras, fora do previsto. Estas ocorrem geralmente por carga excessiva, ultrapassagem de limites operacionais de velocidade ou manobra e operação em condições não previstas pelos fabricantes, mas podem ocorrer também em condições normais de voo, por erro dos projetistas ou por deficiências de material.

 

Fontes:

http://inspecaoequipto.blogspot.com.br/2014/02/caso-060-avioes-comet-falhas-por-fadiga.html

youtube.com/watch?v=KLYKBbfSwH0#t=22

http://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/21361/21361_3.PDF

http://culturaaeronautica.blogspot.com.br/2011/10/quanto-tempo-dura-um-aviao-comercial.html

 

Bambu e seus benefícios

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Vamos começar pelo o que a maioria não sabe; Bambu absorve altos níveis de carbono, é uma gramínea e é antibacteriano! Se reproduz com uma grande facilidade sem precisar ser replantada.

Atuei no ramo escoteiro por três anos e na nossa sede tem uma pequena plantação de bambu que usamos muito para fazer pioneirias, mas não sabia o quão bom é este material. A maior parte de sua utilização é direcionada para móveis e edificações (principalmente quando a sua intenção é para criar edifícios mais resistentes aos terremotos).

Os estudiosos só ainda não chegaram a um consenso quanto ao número exato de espécies, no entanto sabe-se que é em torno de 1250, sub-distribuídas em 90 gêneros pois o sucesso reprodutivo de qualquer espécie de bambu vai depender da afinidade entre espécie e local de cultivo e clima.

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Inicialmente os bambus eram muito usados pelo povo oriental, mas a nossa realidade atual e a necessidade de usar materiais alternativos mudou este fato.

Assim é com estas paredes do estacionamento do Zoológico de Leipzig na Alemanha(um dos parques populares de la), inaugurado em 2004.

A escolha do material não foi só por causa  do seu aspecto econômico, mas como uma analogia ao mundo exótico do zoológico. Além de que acabou por instigar a curiosidade das pessoas que passam por perto com as suas belas formas.

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O bambu ficou tão popular que é usado em decorações, elementos estruturais, móveis, objetos e afins.

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Fachada da loja Tetum, em Belo Horizonte.

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Ambiente da piscina, projetado por Luciana Noda Fleury, Priscila França, Luiz Antônio Poggi e Mário Ventura

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Casa de fazenda feita pelo  arquiteto Luiz Junqueira.

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Casa na árvore em Bali.

 

 

Simples ideias implantadas no dia a dia

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Este é um botão para segurar seu fone e impedir que este fique balançando, batendo na sua camisa e enroscando nos lugares.

Achei um gesto pequeno que pode vir a influenciar muito em nossa rotina. São produtos assim que as vezes acabam fazendo sucesso.

Infelizmente não achei o dono desta ideia, mas achei este botão num blog chamado “Moda para Homens” e achei necessário compartilhar isto com os meus poucos e queridos leitores.

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Boas palavras para uma boa designer.

“Um vaso é um vaso. Um vaso de vidro transparente, cheio de água, com a forma de uma gota, já é outra coisa. Preso à parede, em vez de apoiado numa mesa, é mais outra coisa ainda.

Entre nós e ele, a palavra vaso. Mas a palavra corpo inscrita num vaso de porcelana instaura um novo meio de nomear. Ao mesmo tempo, nos lembra que a palavra corpo não se refere apenas ao nosso corpo, mas a tudo que é matéria. Como a água torna quando liquefaz ou congela. Assim, a palavra corpo no vaso de Mana traduz o que ele já é por si, enquanto remete à sua superação, em direção a nossos corpos.

A simplicidade desse gesto nos revela os processos como Mana cria – do design ao verbo, da produção ao consumo, da contemplação ao uso.”

– Fernando Antunes sobre os trabalhos da Mana Bernardes

 

 

 

Human Centered Design

capa livro HCD

Um livro feito para criar novas soluções cabíveis dentro de qualquer empresa, como se fosse um “kit” de ferramentas aplicáveis como eles mesmos chamam. Pois o livro guia quem o está lendo, onde este, provavelmente vai por o HCD em prática, a como agir, o que fazer em determinadas situações, quanto tempo dar para cada atividade, como ele é totalmente flexível para ser incrementado outras metodologias, etc.

Eles. Esse é o curioso. Este livro foi financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates! Tendo ainda a associação de quatro organizações, sendo uma delas a IDEO.

Além disto o PDF deste está disponível:

http://static2.inovacaoedesign.com.br/artigos_cientificos/hcd_portuguese.pdf

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Design Centrado no ser Humano.

É esta a proposta literal do livro, começar seus trabalhos pelas pessoas para qual você vai criar uma solução.O que elas desejam? É possível por isso em prática? E a viabilidade?

“As pessoas comuns sabem mais do que ninguém quais são as soluções corretas.”

O HCD também é conhecido como Ouvir, Criar e Implementar! Não é algo muito diferente do que já estamos acostumados a ver sobre como prosseguir com um projeto, aqui, apenas é aprofundado como isto deve ser feito!

Pensa-se assim pois “é comum que organizações façam pesquisas e disponham de muita informação, mas não sejam capazes de transformá-las em soluções concretas.processo

Na maioria das vezes fazemos os projetos “confinados” em nossa instituição. A simples atitude de sair para conhecer, conversar, olhar o comportamento das pessoas podem “revelar novos insights e oportunidades inesperadas”. Coisa que devíamos praticar mais, conseguindo assim, um resultado melhor e bem mais aceito.

Um método interessante mostrado no livro é a Auto-Documentação, onde um registro de experiências é feito por parte dos usuários, já que não podemos ficar com os mesmos 24 horas por dia. Permitindo à equipe entender como os participantes vêem suas vidas, a comunidade e seus relacionamentos. Gerando ainda um envolvimento do lado dos participantes que os fazem sentir como parte do projeto.

O que ajuda a filtrar as informações de acordo com o que é desejável para os consumidores e não o que é viável para a empresa. O objetivo, ao incluir os consumidores, é o de mudar e evoluir as soluções, e não provar que elas são perfeitas.

É igualmente importante ter uma “Mente de Principiante”, pois aos entrar nos ambientes que estão fora da nossa zona de conforto é importante se desfazer das interpretações que temos no nosso conhecimento pré-existente.

E com um fácil Plano Cartesiano conseguimos ver se as informações e propostas até agora estão dentro do solicitado.

HCD

Usuários existentes referem-se à classificação dos potenciais clientes do produto ou serviço. Mantendo então as soluções incrementais à frente das revolucionárias, a probabilidade de aplicá-las ao final do processo é maior.

O final do processo! O HCD não fica de fora dessa parte. Todo o contexto se extende após a implementação da ideia, continuar a coletar informações, opiniões, avaliar como as soluções estão afetando a vida das pessoas, etc.

O que no fim das contas, é para isto que estamos aqui, para oferecer um serviço bem feito, com um “antes”, um “enquanto” e um “depois”, não é?

Sem uma análise final, não há evolução da própria capacidade de oferecer soluções, pois não terá o que melhorar se o mesmo não foi atrás para ver o que deu certo e o que não deu.

 

Espero que com essa pequena resenha as pessoas se interessem mais pelo assunto. É um livro curto e daqueles que tem que ficar na cabeceira da cama!