Tipografia no Brasil

Entre os países da América Latina, o Brasil tem um lugar de destaque nas áreas de design gráfico e da tipografia.

A tipografia está relacionada aos tipos de letras (fontes) que já conhecemos e também a criação de novas letras. Ela engloba a organização, estilo e aparência.

Até meados da década de 80 o Brasil não tinha grande tradição e nem uma base histórica sólida na tipografia, porém com a possibilidade de criação de tipografias digitalmente muita coisa mudou.

A revista Publicittà é a primeira revista brasileira onde os tipógrafos estão no poder. Uma revista onde a forma é o conteúdo. Onde o próprio autor de um artigo é o responsável pela sua concepção visual. E um dos tipógrafos citados é o Claudio Reston.

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Claudio, é carioca, tem 41 anos e estudou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 Artista tipográfico, designer e sócio-diretor da Visorama Diversões Eletrônicas, onde dirigiu filmes e campanhas publicitárias para clientes como Coca-Cola, Nike, Banco do Brasil, Oi, Nickelodeon, MTV, entre outros.

Tudo é feito manualmente por ele, que produz moldes e vai testando sua própria arte até a execução final e seus temas são inspirados no cotidiano como “O prazo é apertado e a verba é curta”.

 

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(Copos “to go” do House Of Food, em São Paulo.)

 

FONTES:
http://followthecolours.com.br/art-attack/10-designers-brasileiros-que-criam-incriveis-letterings-feitos-a-mao/
http://www.tipografos.net/brasil/
http://socialmedianews.com.br/2012/09/producao-tipografica-3/
http://www.revistapublicitta.com.br/acao/news/claudio-reston-no-artrua/
+ Google Imagens

 

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Estudo sobre a fadiga

Estava fazendo um trabalho para a faculdade sobre a fadiga e como lidam com ela nos projetos produzidos por designer, engenheiros e arquitetos.

Nós nem notamos a sua importância pois atualmente ela é levada em consideração em todos os projetos que são feitos. Mas veja que curioso como as coisas eram antes da “descoberta” da fadiga:

Estudo da Fadiga nos Materiais

Fadiga em Aviões

O aço comercial AISI 4340 é amplamente utilizado na indústria aeronáutica e espacial por combinarem resistência e tenacidade, podendo trabalhar nos mais variados tipos e níveis de solicitações.

Em geral os produtos são feitos para suportar esforços abaixo do limite elástico fazendo dezenas de estudos e testes para que o produto não apresente qualquer problema, principalmente em aviões, devido ao fato de ser um produto de alto custo. Mesmo assim, ao longo do tempo, pode vir a surgir falhas devido a fadiga.

A fadiga é um processo físico, decorrente de esforços repetitivos no material, seja ele qual for.

O estudo da fadiga e da corrosão em aviões deu-se importância quando esta começou a provocar acidentes.

A durabilidade da estrutura da aeronave é um fator fundamental para se estabelecer a sua vida útil, pois elas sofrem as consequências das pressões atmosféricas, intempéries, pressurização da própria aeronave, turbulências e afins.

O De Havilland Comet, ou simplesmente Comet, de origem inglesa, foi o primeiro avião comercial propulsionado por motores a jato fabricado no mundo começou a operar em 1952.

Foi um grande sucesso, pois voava com o dobro da velocidade dos seus concorrentes da época

Entretanto, em 2 de maio de 1953, exatamente um ano após o início dos voos regulares com os Comet, a aeronave da BOAC de prefixo G-ALYV, decolou de Calcutá, Índia e explodiu, sem aviso, sobre o mar. Após breve investigação, os Comets continuaram a voar e de fato o fizeram, sem maiores complicações por oito meses, até o dia 10 de janeiro de 1954, inesperadamente, o Comet G-ALYP, que havia decolado de Roma se desintegrou enquanto sobrevoava o mar, perto da Ilha de Elba, matando seus trinta e cinco ocupantes.

 

Após o início destes estudos foi notado mudanças deviam ser feitas nas aeronaves para diminuir as tenções acumuladas, diminuindo consequentemente a fadiga do material, pois estavam ocorrendo rupturas brutas do material por fadiga mecânica, devido à concentração de tensões em cantos vivos na fuselagem do avião, diminuindo consequentemente a fadiga do material, além de ser reprojetada para suportar danos externos sem danificar a parte interna, até um certo ponto é claro.

Outro caso de fadiga em 28 de abril de 1988, o Boeing 737 da Aloha Airlines decolou do aeroporto da cidade de Hilo

Assim que o avião, com dezenove anos de uso, nivelou a 7 000 metros, a altitude prevista de voo, ouviu-se um forte estrondo e, subitamente, o teto da primeira classe desapareceu no ar deixando um rombo de 6 metros na fuselagem acima e ao lado da fileira de assentos.

A investigação apontou que a causa do acidente foi uma combinação de corrosão e fadiga das partes mecânicas da aeronave, que tinha 19 anos de uso e mais de 89 mil voos registrados.

Ainda assim, com todos os estudos sobre o assunto, ainda há de acontecer falhas prematuras, fora do previsto. Estas ocorrem geralmente por carga excessiva, ultrapassagem de limites operacionais de velocidade ou manobra e operação em condições não previstas pelos fabricantes, mas podem ocorrer também em condições normais de voo, por erro dos projetistas ou por deficiências de material.

 

Fontes:

http://inspecaoequipto.blogspot.com.br/2014/02/caso-060-avioes-comet-falhas-por-fadiga.html

youtube.com/watch?v=KLYKBbfSwH0#t=22

http://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/21361/21361_3.PDF

http://culturaaeronautica.blogspot.com.br/2011/10/quanto-tempo-dura-um-aviao-comercial.html

 

Boas palavras para uma boa designer.

“Um vaso é um vaso. Um vaso de vidro transparente, cheio de água, com a forma de uma gota, já é outra coisa. Preso à parede, em vez de apoiado numa mesa, é mais outra coisa ainda.

Entre nós e ele, a palavra vaso. Mas a palavra corpo inscrita num vaso de porcelana instaura um novo meio de nomear. Ao mesmo tempo, nos lembra que a palavra corpo não se refere apenas ao nosso corpo, mas a tudo que é matéria. Como a água torna quando liquefaz ou congela. Assim, a palavra corpo no vaso de Mana traduz o que ele já é por si, enquanto remete à sua superação, em direção a nossos corpos.

A simplicidade desse gesto nos revela os processos como Mana cria – do design ao verbo, da produção ao consumo, da contemplação ao uso.”

– Fernando Antunes sobre os trabalhos da Mana Bernardes

 

 

 

Vamos falar sobre lixo

Como designer, nós não temos apenas o objetivo de achar ou criar soluções para os trabalhos que nos são propostos.

E não só nós designer, mas todos que são designers thinkers, nós devemos pensar no antes, o durante e o depois de todas as soluções que vamos apresentar ao longo dos projetos.

Ultimamente venho me aprofundando em questões de ambientalismo. Nosso mundo anda esgotado, cansado e sobrecarregado.

Muitas pessoas andam adotando medidas para um mundo melhor, mas ainda é pouco se formos botar em números.

Hoje mais cedo estava assistindo um documentário da Sessao Philos sobre o assunto, fiquei chocada com toda a informação que vi dentro de uma hora e meia, e digo a vocês que é pouco tempo para se tratar da situação atual.

Um dado deste documentário foi muito relevante, estamos sendo contaminados diariamente sobre dióxido, além de produzirmos este constantemente. Se exatamente agora, todas as toxinas do mundo fossem paradas de ser produzidas, TODAS, levaria seis gerações para que os níveis tóxicos não fossem sinalizados em análises químicas.

SEIS GERAÇÕES. Isso é muito… Uma geração atualmente está sendo considerada de trinta anos, seis gerações nos dá cento e oitenta anos para deixar o planeta em bom estado.

Que atitude ainda podemos tomar nos nossos dia-a-dia? Pense nisso

O que você deve saber da profissão?

Talento não é tudo
Talento é importante em qualquer profissão, mas também não é garantia de sucesso. Ser esforçado e sorte são fatores igualmente essenciais. Tenho dois professores muito bons que são um contrário do outro. Um deles é extremamente bom em desenho a mão livre, enquanto o outro é um desastre, porém tem um grande domínio em softwares!

Tem que ter paciência com a maior parte do trabalho 
Na faculdade pode parecer que todo o trabalho que o designer vai exercer é super show, mas na vida real, na maioria do tempo temos que mexer com papelada, rascunhar coisas chatas, entender o que o cliente está pedindo checar fatos, negociar, vender, juntar dinheiro, pagar taxas, e o que mais for necessário. Mas isso é algo que você encontrará em todos os ramos.

 Não pense demasiadamente num problema
Designers são obsessivos por natureza. Não tente prolongar ou complicar um problema quando você já tiver a solução. Pois geralmente os projetos são extensos e complexos. Faça como nas suas provas de ensino médio, comece pelas questões fáceis, as que você entende. Se terminou as questões, e ainda há tempo, volte para pontos onde você ficou inseguro e acha que consegue melhorar.

Ou seja, não importa o quão eficaz são suas habilidades diante de um computador, o quão brilhante é a sua escrita ou o quão bom você executa o seu trabalho, se você não conseguir vinculá-las o resultado ao que foi proposto, basicamente elas não existirão, elas não vão fazer diferença para este projeto, pois não atende as necessidades.

Não esqueça seu objetivo
É sempre empolgante começar um projeto novo, mas as vezes, na geração de ideias, se perde o foco, justamente pela animação. Já fiz muito dessa de me darem um caso-problema e eu conseguia achar umas soluções bem bacanas, mas ai quando ia rever o caso, não era o que estava sendo pedido.

Defenda suas idéias
Inovação e idéias brilhantes nunca são aceitas logo de cara. Para que elas sejam bem-sucedidas você terá que defendê-las e terá que dedicar grandes esforços. Mesmo se a proposta for rejeitada, você tentou! Se você acredita na excelência e na criatividade, na eficiência e da eficácia do seu trabalho, você só precisa fazer com que o cliente enxerque como você.

Não espere fazer tudo sozinho
Se você espera realizar algum projeto, você vai inevitavelmente precisar de outras pessoas, pois por mais autodidata que você seja, provavelmente não vai saber fazer todo o necessário para por seu projeto em prática. Alguém terá que construir ou manufaturar a peça para você. Alguém terá que assegurá-la. Alguém terá que comprá-la. Respeite todas essas pessoas, você precisa delas. É um ciclo.

Intuição, Ação, Criação – Graphic Design Thinking (PARTE II)

Veja a parte I em

https://efeitodesign.wordpress.com/2015/04/19/intuicao-acao-criacao-graphic-design-thinking-parte-i/

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ESTUDO DO ESPAÇO E COMO TER IDEIAS

Sempre faça um levantamento fotográfico, você pode ver certas coisas nas fotos que não percebeu quando estava no local ou observando um objeto.

As vezes as ideias tem que ser um pouco forçadas para ter resultado, associar coisas improváveis, dar continuidade a uma ideia menos provável e “combinar serviços ou aplicar estilos inesperados pode mudar a nossa maneira de pensar sobre categorias previsíveis.” – Lauren P. Adams e Beth Taylor.

Neste livro não se faltam ideias para estimular a imaginação de seja quem for que queira criar ou planejar algo. Novamente, Osborn nos mostra um conceito engraçado e funcional, de como podemos utilizar os verbos a nosso favor, forçando a manipular e criar alternativas com VERBOS DE AÇÃO.

verbos

“Esses verbos pedem que você manipule seu conceito básico, (…) mesmo uma imagem clichê pode se transformar em algo surpreendentes quando você aplica ações a ela.” – Lauren P. Adams.

“Ao invés de produzir trabalhos inspirados exclusivamente pelo briefing do cliente, os designers devem buscar inspirações e ideias em todos os lugares, (…) as ideias podem surgir de qualquer lugar, mas nada surge do nada.” – Ryan Shelley e Wesley Stuckey.

Criar um banco de dados pessoal é como construir uma biblioteca de onde você pode retirar os componentes à medida que precisa deles.

diario visual

SPRINTING

“É uma tecnica que serve para romper com seus próprios hábitos, obrigando-se a criar a solução visual nova em um período de tempo determinado. (…) Quando o tempo é curto, os designers muitas vezes sentem-se mais confortáveis para assumir riscos e experimentar formas alternativas.” – Krikki Xenakis

Esse processo é para ser feito especialmente sem computadores,use revistas, esboços antigos, etc. Faça sessões durante o dia, pois trabalhar em criar ideias interruptamente é exaustivo. Depois de uma boa quantidade de ideias forem geradas, faça pequenos cartões delas e coloque-as uma do lado da outra para poder escolher as melhores.

sprint-hmw

“Se você está sentindo que seu trabalho está estagnado (…) esperimente expô-lo em local público.” (Elizabeth Anne Hermann) para ver como se comunica com o ambiente e quais benefícios podem ser retirados ou integrados ao projeto. As vezes só precisamos de reações alheias.

“O bom designer é capaz de sintetizar ideias perfeitas com o mundo imperfeito em que vivem.”

O livro finaliza com alguns pequenos depoimentos em cima de perguntas como “Como entrar no clima?” ou “Como criar forma?”, e para mim, valeu cada centavo.