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A Natureza no Processo de Design e no Desenvolvimento do Projeto

Olá pessoal!

Há alguns meses eu fiquei de falar sobre alguns livros que comprei sobre Design e todo o mundo que o envolve!

(Para quem não viu ou quer recordar segue o link -> https://efeitodesign.wordpress.com/2015/03/01/penso-logo-leio/ )

Já fiz uma ‘resenha sobre um deles, sobre o Graphic Design Thinking. Agora chegou a vez do segundo!

Aproveitem.

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Escrito pelo Designer industrial, gráfico e Arquiteto, Eduardo Dias, estudioso do Biodesign, o livro que vamos tratar adiante tem como conteúdo a relação da natureza, do homem, da evolução e de tudo o que a tecnologia nos permite criar.

Este livro, para mim, foi uma experiência ambígua, tendo um conteúdo interessante, mas achei-o meio confuso, ele vai e volta várias vezes ao contar as trajetórias do tempo.

É bem ilustrado, o autor expõe muitos termos e assuntos complexos de uma maneira bem explicada e com muitas notas de rodapé.

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“Structure in nature is a strategy for design.” (Peter Pearce 1990)

O livro inicia-se com uma linha do tempo, mostrando as necessidades dos primórdios da humanidade.

Passa-se rapidamente pelas façanhas notáveis da nossa história desda era rupestre, comenta sobre a cópia que o homem faz da natureza na época de Da Vinci e Platão, até a beleza da Art Noveau. Mas são poucas páginas para se falar de tantos trabalhos e pessoas.

“Na Inglaterra da segunda metade do século XIX, a mecanização dos sistemas de produção resultantes do processo de industrialização alimentava a discussão sobre o papel do homem nesse momento e o real valor dos produtos gerados através das máquinas.”

Chegamos então à clássica história do Design, falando sobre Willian Morris, John Ruskin e seus interesses no neogótico e o desprezo pela era industrial.

“Em sua ideologia, buscava a arte ‘do povo para o povo’. ‘Não quero a arte só para alguns, tal como não quero educação ou liberdade só para alguns’ e enfatiza ‘Que interesse pode ter a arte se não puder ser acessível a todos?’ ” – Morris

A partir disto que se iniciou o movimento Arts and Crafts, onde o uso de referenciais da natureza são abundantes. Que influencia também a expansão do Art Noveau e sua aplicação na arquitetura, pinturas, cartazes,além da junção de escolas que apoiavam o movimento.

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“Entre 1896 e 1903, Muthesius havia trabalhado na Embaixada Alemã, em Londres, a fim de estudar as artes domésticas inglesas. Voltou convencido de que o caminho para a arquitetura e a arte eram a simplicidade e a sensatez, o que fez um pioneiro da Sachlichkeit. (Palavra que pode ser traduzida como ‘objetividade’.)

Muthesius acreditava que o futuro do design alemão estava em criar produtos de qualidade – superiores aos produtos industrializados existentes à época” mas ainda assim, industrializados, padronizados.

Mesmo o movimento desta escola ter atraído muitos tutores e seguidores, não quer dizer que os ideais eram os mesmos.

“Muthesius era adepto da padronização (…), a fim de difundir o gosto seguro e aceitável pela maioria. Já Van de Velde era a favor da individualidade e criatividade, da expressividade do caráter artístico, da técnica como um meio e não um fim.”

Ambos os interesses foram afetados e influenciados pelos interesses políticos da Primeira Guerra Mundial.

Já passado um terço do livro, a cronologia que é notável no início não se mantém, pois, ao se preocupar com o aprofundamentos dos temas, expressa-os por inteiro, fazendo com que o leitor tenha que se situar nas indas e vindas dos anos.

“A originalidade é o retorno a origem’ – Antoni Gaudí

“Os jovens foram pela primeira vez levados a sério como uma geração com direitos próprios e não apenas considerados como um estágio intermediário a caminho da idade adulta.” – Droste

Não é necessário de minha parte frisar que o berço do Design é a Alemanha. Bauhaus passa a ser o assunto em questão. (1919 – Weimar / 1925 – Dessau)

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“(…) pode-se dizer que, mesmo tendo a Bauhaus características expressionistas, a natureza também teve seu papel dentro de seus ensinamentos.”

Agora, do meio para o final do livro, o contexto muda-se para o entendimentos dos acontecimentos pós Segunda Guerra Mundial.

Volta a ser citado Da Vinci, seus curiosos estudos sobre como “o Homem poderia ser plenamente capaz de entender as leis e o modo de ‘raciocínio’ da natureza e a emular sua capacidade criativa” e as suas contribuições para a evolução da sociedade.

“(…) esquecemos que nós não fomos os primeiros a construir. Não fomos os primeiros a processar celulose. Não somos os primeiros a produzir papel. Não fomos os primeiros a tentar otimizar espaços compactos, ou à prova d’água, ou a tentar aquecer e esfriar uma estrutura. Não somos os primeiros a construir casas para nossos jovens. O que está acontecendo agora, neste campo chamado biomimética, é que as pessoas estão começando a lembrar que organismos, outros organismos, o resto do mundo natural, estão fazendo coisas muito parecidas com o que precisamos fazer.” – Benyus

“Biomimetismo é a disciplina que busca em estruturas naturais soluções para problemas na engenharia, na ciência dos materiais, na medicina e em outros campos” – Mueller. Sendo esta, a relação das coisas que o homem faz, suas buscas por sempre almejar o perfeito. Fazer mais com menos. Pois esta é uma das atitudes que além de ser um bom negócio nos projetos, no momento, passa a ser uma necessidade!

 

 

Pensando em sustentabilidade

Já estamos vivendo numa época onde somos forçados a ter atitudes que economizem energia, mas só fazemos o que esta ao alcance do dia-a-dia. Porque não procurar soluções que afetem ainda mais nossa rotina?

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