Bambu e seus benefícios

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Vamos começar pelo o que a maioria não sabe; Bambu absorve altos níveis de carbono, é uma gramínea e é antibacteriano! Se reproduz com uma grande facilidade sem precisar ser replantada.

Atuei no ramo escoteiro por três anos e na nossa sede tem uma pequena plantação de bambu que usamos muito para fazer pioneirias, mas não sabia o quão bom é este material. A maior parte de sua utilização é direcionada para móveis e edificações (principalmente quando a sua intenção é para criar edifícios mais resistentes aos terremotos).

Os estudiosos só ainda não chegaram a um consenso quanto ao número exato de espécies, no entanto sabe-se que é em torno de 1250, sub-distribuídas em 90 gêneros pois o sucesso reprodutivo de qualquer espécie de bambu vai depender da afinidade entre espécie e local de cultivo e clima.

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Inicialmente os bambus eram muito usados pelo povo oriental, mas a nossa realidade atual e a necessidade de usar materiais alternativos mudou este fato.

Assim é com estas paredes do estacionamento do Zoológico de Leipzig na Alemanha(um dos parques populares de la), inaugurado em 2004.

A escolha do material não foi só por causa  do seu aspecto econômico, mas como uma analogia ao mundo exótico do zoológico. Além de que acabou por instigar a curiosidade das pessoas que passam por perto com as suas belas formas.

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O bambu ficou tão popular que é usado em decorações, elementos estruturais, móveis, objetos e afins.

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Fachada da loja Tetum, em Belo Horizonte.

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Ambiente da piscina, projetado por Luciana Noda Fleury, Priscila França, Luiz Antônio Poggi e Mário Ventura

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Casa de fazenda feita pelo  arquiteto Luiz Junqueira.

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Casa na árvore em Bali.

 

 

Vamos falar sobre lixo

Como designer, nós não temos apenas o objetivo de achar ou criar soluções para os trabalhos que nos são propostos.

E não só nós designer, mas todos que são designers thinkers, nós devemos pensar no antes, o durante e o depois de todas as soluções que vamos apresentar ao longo dos projetos.

Ultimamente venho me aprofundando em questões de ambientalismo. Nosso mundo anda esgotado, cansado e sobrecarregado.

Muitas pessoas andam adotando medidas para um mundo melhor, mas ainda é pouco se formos botar em números.

Hoje mais cedo estava assistindo um documentário da Sessao Philos sobre o assunto, fiquei chocada com toda a informação que vi dentro de uma hora e meia, e digo a vocês que é pouco tempo para se tratar da situação atual.

Um dado deste documentário foi muito relevante, estamos sendo contaminados diariamente sobre dióxido, além de produzirmos este constantemente. Se exatamente agora, todas as toxinas do mundo fossem paradas de ser produzidas, TODAS, levaria seis gerações para que os níveis tóxicos não fossem sinalizados em análises químicas.

SEIS GERAÇÕES. Isso é muito… Uma geração atualmente está sendo considerada de trinta anos, seis gerações nos dá cento e oitenta anos para deixar o planeta em bom estado.

Que atitude ainda podemos tomar nos nossos dia-a-dia? Pense nisso

A Natureza no Processo de Design e no Desenvolvimento do Projeto

Olá pessoal!

Há alguns meses eu fiquei de falar sobre alguns livros que comprei sobre Design e todo o mundo que o envolve!

(Para quem não viu ou quer recordar segue o link -> https://efeitodesign.wordpress.com/2015/03/01/penso-logo-leio/ )

Já fiz uma ‘resenha sobre um deles, sobre o Graphic Design Thinking. Agora chegou a vez do segundo!

Aproveitem.

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Escrito pelo Designer industrial, gráfico e Arquiteto, Eduardo Dias, estudioso do Biodesign, o livro que vamos tratar adiante tem como conteúdo a relação da natureza, do homem, da evolução e de tudo o que a tecnologia nos permite criar.

Este livro, para mim, foi uma experiência ambígua, tendo um conteúdo interessante, mas achei-o meio confuso, ele vai e volta várias vezes ao contar as trajetórias do tempo.

É bem ilustrado, o autor expõe muitos termos e assuntos complexos de uma maneira bem explicada e com muitas notas de rodapé.

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“Structure in nature is a strategy for design.” (Peter Pearce 1990)

O livro inicia-se com uma linha do tempo, mostrando as necessidades dos primórdios da humanidade.

Passa-se rapidamente pelas façanhas notáveis da nossa história desda era rupestre, comenta sobre a cópia que o homem faz da natureza na época de Da Vinci e Platão, até a beleza da Art Noveau. Mas são poucas páginas para se falar de tantos trabalhos e pessoas.

“Na Inglaterra da segunda metade do século XIX, a mecanização dos sistemas de produção resultantes do processo de industrialização alimentava a discussão sobre o papel do homem nesse momento e o real valor dos produtos gerados através das máquinas.”

Chegamos então à clássica história do Design, falando sobre Willian Morris, John Ruskin e seus interesses no neogótico e o desprezo pela era industrial.

“Em sua ideologia, buscava a arte ‘do povo para o povo’. ‘Não quero a arte só para alguns, tal como não quero educação ou liberdade só para alguns’ e enfatiza ‘Que interesse pode ter a arte se não puder ser acessível a todos?’ ” – Morris

A partir disto que se iniciou o movimento Arts and Crafts, onde o uso de referenciais da natureza são abundantes. Que influencia também a expansão do Art Noveau e sua aplicação na arquitetura, pinturas, cartazes,além da junção de escolas que apoiavam o movimento.

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“Entre 1896 e 1903, Muthesius havia trabalhado na Embaixada Alemã, em Londres, a fim de estudar as artes domésticas inglesas. Voltou convencido de que o caminho para a arquitetura e a arte eram a simplicidade e a sensatez, o que fez um pioneiro da Sachlichkeit. (Palavra que pode ser traduzida como ‘objetividade’.)

Muthesius acreditava que o futuro do design alemão estava em criar produtos de qualidade – superiores aos produtos industrializados existentes à época” mas ainda assim, industrializados, padronizados.

Mesmo o movimento desta escola ter atraído muitos tutores e seguidores, não quer dizer que os ideais eram os mesmos.

“Muthesius era adepto da padronização (…), a fim de difundir o gosto seguro e aceitável pela maioria. Já Van de Velde era a favor da individualidade e criatividade, da expressividade do caráter artístico, da técnica como um meio e não um fim.”

Ambos os interesses foram afetados e influenciados pelos interesses políticos da Primeira Guerra Mundial.

Já passado um terço do livro, a cronologia que é notável no início não se mantém, pois, ao se preocupar com o aprofundamentos dos temas, expressa-os por inteiro, fazendo com que o leitor tenha que se situar nas indas e vindas dos anos.

“A originalidade é o retorno a origem’ – Antoni Gaudí

“Os jovens foram pela primeira vez levados a sério como uma geração com direitos próprios e não apenas considerados como um estágio intermediário a caminho da idade adulta.” – Droste

Não é necessário de minha parte frisar que o berço do Design é a Alemanha. Bauhaus passa a ser o assunto em questão. (1919 – Weimar / 1925 – Dessau)

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“(…) pode-se dizer que, mesmo tendo a Bauhaus características expressionistas, a natureza também teve seu papel dentro de seus ensinamentos.”

Agora, do meio para o final do livro, o contexto muda-se para o entendimentos dos acontecimentos pós Segunda Guerra Mundial.

Volta a ser citado Da Vinci, seus curiosos estudos sobre como “o Homem poderia ser plenamente capaz de entender as leis e o modo de ‘raciocínio’ da natureza e a emular sua capacidade criativa” e as suas contribuições para a evolução da sociedade.

“(…) esquecemos que nós não fomos os primeiros a construir. Não fomos os primeiros a processar celulose. Não somos os primeiros a produzir papel. Não fomos os primeiros a tentar otimizar espaços compactos, ou à prova d’água, ou a tentar aquecer e esfriar uma estrutura. Não somos os primeiros a construir casas para nossos jovens. O que está acontecendo agora, neste campo chamado biomimética, é que as pessoas estão começando a lembrar que organismos, outros organismos, o resto do mundo natural, estão fazendo coisas muito parecidas com o que precisamos fazer.” – Benyus

“Biomimetismo é a disciplina que busca em estruturas naturais soluções para problemas na engenharia, na ciência dos materiais, na medicina e em outros campos” – Mueller. Sendo esta, a relação das coisas que o homem faz, suas buscas por sempre almejar o perfeito. Fazer mais com menos. Pois esta é uma das atitudes que além de ser um bom negócio nos projetos, no momento, passa a ser uma necessidade!

 

 

Pensando em sustentabilidade

Já estamos vivendo numa época onde somos forçados a ter atitudes que economizem energia, mas só fazemos o que esta ao alcance do dia-a-dia. Porque não procurar soluções que afetem ainda mais nossa rotina?

A The Drumi é uma máquina de lavar roupa que não usa eletricidade. Produzida pela companhia canadense YiREGO. Ocupando apenas cinco minutos do seu dia, a máquina faz a lavagem, enxágue e secagem rápida.