Living on a Dollar a Day – Comentário

Um professor meu veio com a proposta de assistir este documentário e estabelecer relação entre as necessidades básicas, ergonômicas e sua aplicação.

Assim o fiz.

(O documentário completo pode ser visto no Netflix)

E assim o decidir compartilhar;

Chris e Zach mostraram a gritante diferença entre a maneira em que eles cresceram e viveram e das pessoas que moram na Guatemala. Nos mostrando que esta realidade de viver com quase nada (living on one dollar day), é mais “palpável” do que imaginamos.

Assim, juntamente com mais dois amigos cinegrafistas, viajaram para sentir na pele esta realidade. Conhecer as pessoas, o que fazem, seus costumes, o mercado local, a maneira de se trabalhar, as dificuldades e afins.

Mas também mostraram uma  das melhores partes de um ser humano; como disseram sobre um de seus vizinhos na breve estadia por lá “eles  tem tão pouco, mas estão dispostos a dar tanto.

Apesar de toda dificuldade, este povo mostra que pode se adaptar a qualquer situação. Seja ela confortável ou não, as pessoas deixam muitas coisas de lado para batalhar. O que bota as questões ergonômicas um pouco em risco.  O que é a ergonomia e os seus confortos para uma família que dorme com 8 pessoas em um único cômodo pequeno?

Esse parâmetros são diferente para cada região, sua aplicação vai ser realizada dependendo da necessidade e claro, dentro das possibilidades que estas tem de aplicá-las. Nossas necessidades (brasileiras) são ter uma casa com um bom sofá e uma TV; para as pessoas a baixo da linha da pobreza, as necessidades são comprar comida e dar estudo aos filhos.

Então, o que é ergonomicamente necessário na sua vida?

Estudo sobre a fadiga

Estava fazendo um trabalho para a faculdade sobre a fadiga e como lidam com ela nos projetos produzidos por designer, engenheiros e arquitetos.

Nós nem notamos a sua importância pois atualmente ela é levada em consideração em todos os projetos que são feitos. Mas veja que curioso como as coisas eram antes da “descoberta” da fadiga:

Estudo da Fadiga nos Materiais

Fadiga em Aviões

O aço comercial AISI 4340 é amplamente utilizado na indústria aeronáutica e espacial por combinarem resistência e tenacidade, podendo trabalhar nos mais variados tipos e níveis de solicitações.

Em geral os produtos são feitos para suportar esforços abaixo do limite elástico fazendo dezenas de estudos e testes para que o produto não apresente qualquer problema, principalmente em aviões, devido ao fato de ser um produto de alto custo. Mesmo assim, ao longo do tempo, pode vir a surgir falhas devido a fadiga.

A fadiga é um processo físico, decorrente de esforços repetitivos no material, seja ele qual for.

O estudo da fadiga e da corrosão em aviões deu-se importância quando esta começou a provocar acidentes.

A durabilidade da estrutura da aeronave é um fator fundamental para se estabelecer a sua vida útil, pois elas sofrem as consequências das pressões atmosféricas, intempéries, pressurização da própria aeronave, turbulências e afins.

O De Havilland Comet, ou simplesmente Comet, de origem inglesa, foi o primeiro avião comercial propulsionado por motores a jato fabricado no mundo começou a operar em 1952.

Foi um grande sucesso, pois voava com o dobro da velocidade dos seus concorrentes da época

Entretanto, em 2 de maio de 1953, exatamente um ano após o início dos voos regulares com os Comet, a aeronave da BOAC de prefixo G-ALYV, decolou de Calcutá, Índia e explodiu, sem aviso, sobre o mar. Após breve investigação, os Comets continuaram a voar e de fato o fizeram, sem maiores complicações por oito meses, até o dia 10 de janeiro de 1954, inesperadamente, o Comet G-ALYP, que havia decolado de Roma se desintegrou enquanto sobrevoava o mar, perto da Ilha de Elba, matando seus trinta e cinco ocupantes.

 

Após o início destes estudos foi notado mudanças deviam ser feitas nas aeronaves para diminuir as tenções acumuladas, diminuindo consequentemente a fadiga do material, pois estavam ocorrendo rupturas brutas do material por fadiga mecânica, devido à concentração de tensões em cantos vivos na fuselagem do avião, diminuindo consequentemente a fadiga do material, além de ser reprojetada para suportar danos externos sem danificar a parte interna, até um certo ponto é claro.

Outro caso de fadiga em 28 de abril de 1988, o Boeing 737 da Aloha Airlines decolou do aeroporto da cidade de Hilo

Assim que o avião, com dezenove anos de uso, nivelou a 7 000 metros, a altitude prevista de voo, ouviu-se um forte estrondo e, subitamente, o teto da primeira classe desapareceu no ar deixando um rombo de 6 metros na fuselagem acima e ao lado da fileira de assentos.

A investigação apontou que a causa do acidente foi uma combinação de corrosão e fadiga das partes mecânicas da aeronave, que tinha 19 anos de uso e mais de 89 mil voos registrados.

Ainda assim, com todos os estudos sobre o assunto, ainda há de acontecer falhas prematuras, fora do previsto. Estas ocorrem geralmente por carga excessiva, ultrapassagem de limites operacionais de velocidade ou manobra e operação em condições não previstas pelos fabricantes, mas podem ocorrer também em condições normais de voo, por erro dos projetistas ou por deficiências de material.

 

Fontes:

http://inspecaoequipto.blogspot.com.br/2014/02/caso-060-avioes-comet-falhas-por-fadiga.html

youtube.com/watch?v=KLYKBbfSwH0#t=22

http://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/21361/21361_3.PDF

http://culturaaeronautica.blogspot.com.br/2011/10/quanto-tempo-dura-um-aviao-comercial.html

 

Human Centered Design

capa livro HCD

Um livro feito para criar novas soluções cabíveis dentro de qualquer empresa, como se fosse um “kit” de ferramentas aplicáveis como eles mesmos chamam. Pois o livro guia quem o está lendo, onde este, provavelmente vai por o HCD em prática, a como agir, o que fazer em determinadas situações, quanto tempo dar para cada atividade, como ele é totalmente flexível para ser incrementado outras metodologias, etc.

Eles. Esse é o curioso. Este livro foi financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates! Tendo ainda a associação de quatro organizações, sendo uma delas a IDEO.

Além disto o PDF deste está disponível:

http://static2.inovacaoedesign.com.br/artigos_cientificos/hcd_portuguese.pdf

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Design Centrado no ser Humano.

É esta a proposta literal do livro, começar seus trabalhos pelas pessoas para qual você vai criar uma solução.O que elas desejam? É possível por isso em prática? E a viabilidade?

“As pessoas comuns sabem mais do que ninguém quais são as soluções corretas.”

O HCD também é conhecido como Ouvir, Criar e Implementar! Não é algo muito diferente do que já estamos acostumados a ver sobre como prosseguir com um projeto, aqui, apenas é aprofundado como isto deve ser feito!

Pensa-se assim pois “é comum que organizações façam pesquisas e disponham de muita informação, mas não sejam capazes de transformá-las em soluções concretas.processo

Na maioria das vezes fazemos os projetos “confinados” em nossa instituição. A simples atitude de sair para conhecer, conversar, olhar o comportamento das pessoas podem “revelar novos insights e oportunidades inesperadas”. Coisa que devíamos praticar mais, conseguindo assim, um resultado melhor e bem mais aceito.

Um método interessante mostrado no livro é a Auto-Documentação, onde um registro de experiências é feito por parte dos usuários, já que não podemos ficar com os mesmos 24 horas por dia. Permitindo à equipe entender como os participantes vêem suas vidas, a comunidade e seus relacionamentos. Gerando ainda um envolvimento do lado dos participantes que os fazem sentir como parte do projeto.

O que ajuda a filtrar as informações de acordo com o que é desejável para os consumidores e não o que é viável para a empresa. O objetivo, ao incluir os consumidores, é o de mudar e evoluir as soluções, e não provar que elas são perfeitas.

É igualmente importante ter uma “Mente de Principiante”, pois aos entrar nos ambientes que estão fora da nossa zona de conforto é importante se desfazer das interpretações que temos no nosso conhecimento pré-existente.

E com um fácil Plano Cartesiano conseguimos ver se as informações e propostas até agora estão dentro do solicitado.

HCD

Usuários existentes referem-se à classificação dos potenciais clientes do produto ou serviço. Mantendo então as soluções incrementais à frente das revolucionárias, a probabilidade de aplicá-las ao final do processo é maior.

O final do processo! O HCD não fica de fora dessa parte. Todo o contexto se extende após a implementação da ideia, continuar a coletar informações, opiniões, avaliar como as soluções estão afetando a vida das pessoas, etc.

O que no fim das contas, é para isto que estamos aqui, para oferecer um serviço bem feito, com um “antes”, um “enquanto” e um “depois”, não é?

Sem uma análise final, não há evolução da própria capacidade de oferecer soluções, pois não terá o que melhorar se o mesmo não foi atrás para ver o que deu certo e o que não deu.

 

Espero que com essa pequena resenha as pessoas se interessem mais pelo assunto. É um livro curto e daqueles que tem que ficar na cabeceira da cama!

 

 

 

 

 

 

Vamos falar sobre lixo

Como designer, nós não temos apenas o objetivo de achar ou criar soluções para os trabalhos que nos são propostos.

E não só nós designer, mas todos que são designers thinkers, nós devemos pensar no antes, o durante e o depois de todas as soluções que vamos apresentar ao longo dos projetos.

Ultimamente venho me aprofundando em questões de ambientalismo. Nosso mundo anda esgotado, cansado e sobrecarregado.

Muitas pessoas andam adotando medidas para um mundo melhor, mas ainda é pouco se formos botar em números.

Hoje mais cedo estava assistindo um documentário da Sessao Philos sobre o assunto, fiquei chocada com toda a informação que vi dentro de uma hora e meia, e digo a vocês que é pouco tempo para se tratar da situação atual.

Um dado deste documentário foi muito relevante, estamos sendo contaminados diariamente sobre dióxido, além de produzirmos este constantemente. Se exatamente agora, todas as toxinas do mundo fossem paradas de ser produzidas, TODAS, levaria seis gerações para que os níveis tóxicos não fossem sinalizados em análises químicas.

SEIS GERAÇÕES. Isso é muito… Uma geração atualmente está sendo considerada de trinta anos, seis gerações nos dá cento e oitenta anos para deixar o planeta em bom estado.

Que atitude ainda podemos tomar nos nossos dia-a-dia? Pense nisso

O que você deve saber da profissão?

Talento não é tudo
Talento é importante em qualquer profissão, mas também não é garantia de sucesso. Ser esforçado e sorte são fatores igualmente essenciais. Tenho dois professores muito bons que são um contrário do outro. Um deles é extremamente bom em desenho a mão livre, enquanto o outro é um desastre, porém tem um grande domínio em softwares!

Tem que ter paciência com a maior parte do trabalho 
Na faculdade pode parecer que todo o trabalho que o designer vai exercer é super show, mas na vida real, na maioria do tempo temos que mexer com papelada, rascunhar coisas chatas, entender o que o cliente está pedindo checar fatos, negociar, vender, juntar dinheiro, pagar taxas, e o que mais for necessário. Mas isso é algo que você encontrará em todos os ramos.

 Não pense demasiadamente num problema
Designers são obsessivos por natureza. Não tente prolongar ou complicar um problema quando você já tiver a solução. Pois geralmente os projetos são extensos e complexos. Faça como nas suas provas de ensino médio, comece pelas questões fáceis, as que você entende. Se terminou as questões, e ainda há tempo, volte para pontos onde você ficou inseguro e acha que consegue melhorar.

Ou seja, não importa o quão eficaz são suas habilidades diante de um computador, o quão brilhante é a sua escrita ou o quão bom você executa o seu trabalho, se você não conseguir vinculá-las o resultado ao que foi proposto, basicamente elas não existirão, elas não vão fazer diferença para este projeto, pois não atende as necessidades.

Não esqueça seu objetivo
É sempre empolgante começar um projeto novo, mas as vezes, na geração de ideias, se perde o foco, justamente pela animação. Já fiz muito dessa de me darem um caso-problema e eu conseguia achar umas soluções bem bacanas, mas ai quando ia rever o caso, não era o que estava sendo pedido.

Defenda suas idéias
Inovação e idéias brilhantes nunca são aceitas logo de cara. Para que elas sejam bem-sucedidas você terá que defendê-las e terá que dedicar grandes esforços. Mesmo se a proposta for rejeitada, você tentou! Se você acredita na excelência e na criatividade, na eficiência e da eficácia do seu trabalho, você só precisa fazer com que o cliente enxerque como você.

Não espere fazer tudo sozinho
Se você espera realizar algum projeto, você vai inevitavelmente precisar de outras pessoas, pois por mais autodidata que você seja, provavelmente não vai saber fazer todo o necessário para por seu projeto em prática. Alguém terá que construir ou manufaturar a peça para você. Alguém terá que assegurá-la. Alguém terá que comprá-la. Respeite todas essas pessoas, você precisa delas. É um ciclo.

Gênesis

Sebastião Salgado

“É uma jornada em busca do planeta como existiu, (…)antes que a vida moderna se acelerasse e nos afastasse do núcleo essencial.” – Lélia Wanick Salgado, presidente do Instituto Terra, esposa, editora de livros e organizadora das exposição de Sebastião

genesis

sebas

No dia de hoje, visitei o MON ( Museu Oscar Niemeyer de curitida, conhecido também como o Museo do Olho.), juntamente com colegas de sala e com nosso professor de História da Arte, para ver a exposição do Sebastião Salgado, fotógrafo brasileiros, nascido em Minas Gerais em 1944.

Todas as suas obras tem a mesma característica notável; sempre monocromáticas, e ainda, mostrando de uma forma incrivelmente tocável, as dificuldades da vida, culturas, tristeza, credos e a natureza.

Em particular, as fotos que compõem Gênesis tiveram como princípio o mundo que ainda não vimos com nossos olhos. A maioria da população mundial é civilizada e mora em grandes cidades, mas ainda há lugares intocáveis onde o homem quase não vai, lugares que ainda tem a essência de todos os primórdios, a lugares que ainda tem o elo entre Vida x Animais x Seres Racionais.

Essas são as fotos que eu mais apreciei:

cauda baleia

Baleias-Franco-Austrais, na baía de Saint Andrews.

Um dos mais belos gigantes animais, conseguem demonstrar sutileza em seu tamanho, conseguem mostrar sua fúria quando provocadas, mas acima de tudo, magestosas.

filhote leao marinho

Filhotes de Elefantes-Marinho-do-Sul.

Sendo fã de History Channel, Discovery e afins, já vi algumas reportagens de exploradores da natureza que conseguiam chegar bem próximo de filhotes dessa raça; pelo simples fato de que sendo filhotes, não tiveram experiência de vida o suficiente para entender o que é perigo, e como eles ficam em berçários, geralmente não muito perto de seus pais, são tranquilos. O que infelizmente torna a sua caça mais fácil, seja de outros predadores, seja de humanos; e focar também se incluem nessa característica.

Um curiosidade:

Vendo essa foto com os próprios olhos, chegando perto, dá para notar o reflexo do fotógrafo nos olhos desse filhote!

geleira

Geleira Perito Moreno – Patagónia Argentina

À um primeiro olhar, a foto pareceu ser de uma paisagem que está perto, por conta das árvores que estão em primeiro plano. Mas logo em seguida você se da conta de que a parte branca da foto é uma imensa geleira, e a sensação de vastidão te invade.

ilha cogumelo

Árvores Baobá, Ilha Cogumelo – Baía de Moramba

A natureza mostrando a sua força em todos os cantos possíveis.

leopardo

Leopardo – Vale do Tio Bara Damaralândia

onça pintada

Onça Pintada, felino das Americas – Rio Tagoarira / Porto Jofre

Ambos os felinos demonstrando seu poder na simplicidade.

~ ° ° ° ~

Há fotos que eu não encontrei nos sites disponíveis do Google,  mas por sorte, tirei fotos dos quatros que eu gostei ( que são os que eu estou citando), caso a memória falhasse.

lemure

Lêmure de Ankarana, Norte de Madagascar, no Parque Nacional.

Um bicho simpático como a maioria das pessoas já devem ter visto. Me trouxe uma extrema sensação acolhedora, onde a natureza não é tão selvagem como se fala.

homem barro

Homem-Lama, Paya – Planalto Ocidental Papua Nova Guiné.

Desde os primórdios, o homem teve a necessidade de se expressar, seja suas opiniões, seja seus credos. E notavelmente, sem a interferência da atualidade, ainda é possível ver essa necessidade.

mutum

Mutum-de-Penacho, Parque Ecológico Baía Bonita – RS

Me encantei com uma ave que vi pela primeira vez. E incrível como parece que características de animais extremamente antigos, ainda prevalecem.

criação

Cerimônia Warine, Bacia do Rio Carinagua – Fronteira da Venezuela com Colômbia.

É uma cerimônia que conta a história da criação de tudo o que conhecemos.

O que me chamou a Atenção, foi o fato de que as entidades representadas com vestimentas iguais, muito provavelmente representando deuses, são três!

Desde a minha infância três divindades que cuidam da criação sempre estão presentes; As Moiras (aquelas que até a Disney já representou), ficam cuidando de uma roda de tecer, onde o fio nela representa a vida, eram as três irmãs que determinavam o destino, tanto dos deuses, quanto dos seres humanos.

Há uma história de RPG, que já me contaram brevemente mas não saberei repeti-la, onde a criação foi feita por 3 divindades. E sem contar também as diversas religiões politeístas.

~ ° ° ° ~

Apreciem mais em:

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Resenha do MON sobre a exposição

http://www.museuoscarniemeyer.org.br/exposicoes/exposicoes/sebastiaosalgado

E se eu atingi algum fã com esse post, há o livro dele para vender na livraria Saraiva

http://www.saraiva.com.br/genesis-4877301.html